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Cadê eu?

  • 8 de jun. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 12 de abr.


Preciso voltar. Tentar achar. Meu bem mais precioso não está aqui. Perdeu-se! Tudo está confuso, morno, embaçado, escorregadio... Não sei o que fazer. Não sei o que chorar ou o que sorrir. Indecisão. Desmancha-se a consciência, obtusa e imbecil diante da infeliz ausência. Perdeu-se! Clama repetitivo o pensamento, como um louco a olhar fixo a parede branca.


Onde está? Aonde foi? Cadê? Em cima de que deixei? Será que deixei? Ou me roubaram? Sumiu? Acabou? Escorreu pelo ralo? Comi junto com o pão? Esvaiu-se pela janela?

O tumulto dos meus eus rompem o controle da mente, conduzindo desenfreado o corpo, agora ainda mais contraditório nos gestos, nos tratos. Que bagunça! Tudo culpa da perda.


Vou refazer o caminho, investigar cada esquina da minha vida, para descobrir onde deixei. Em que lugar esqueci. Mas que ingrata busca, essa! Quem dera fosse um alfinete, que mesmo pequeno e discreto, é palpável, visível, material. Mas que sofá eu levanto para achar quem sou eu?

 

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