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Do cotidiano, faço palavra.
Leitura em destaque
Versos bobos
Esses dias, lembrei de uma tarefa escolar de quando estava na quarta série, e da bronca que levei da professora quando lhe entreguei: “Era para inventar um poema.” “Eu inventei, professora.” “Não, você copiou isso de algum lugar. Deve ser alguma música.” “Não copiei!” “Vá sentar.”
Sentei-me. Pensei desaforos.
2 min de leitura
Cadê eu?
Preciso voltar. Tentar achar. Meu bem mais precioso não está aqui. Perdeu-se! Tudo está confuso, morno, embaçado, escorregadio... Não sei o que fazer. Não sei o que chorar ou o que sorrir. Indecisão. Desmancha-se a consciência, obtusa e imbecil diante da infeliz ausência. Perdeu-se! Clama repetitivo o pensamento, como um louco a olhar fixo a parede branca. Onde está? Aonde foi? Cadê? Em cima de que deixei? Será que deixei? Ou me roubaram? Sumiu? Acabou? Escorreu pelo ralo? Co
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