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Do cotidiano, faço palavra.
Leitura em destaque
Versos bobos
Esses dias, lembrei de uma tarefa escolar de quando estava na quarta série, e da bronca que levei da professora quando lhe entreguei: “Era para inventar um poema.” “Eu inventei, professora.” “Não, você copiou isso de algum lugar. Deve ser alguma música.” “Não copiei!” “Vá sentar.”
Sentei-me. Pensei desaforos.
2 min de leitura


Atestado de humanidade
Um marceneiro, um ajudante e uma discussão sobre o que, afinal, é inteligência.
À Deriva de Si
Sem rumo, alguém caminha a perder-se por qualquer canto. É deliberado. Não quer saber aonde vai. Não há chão que lhe signifique importância. Tudo terra, tudo cova. Não disse adeus, não deu abraços. Despedidas são falhas, podem iludir a ficar. Preferiu sair de surpresa – um súbito até para si mesmo. E foi-se embora, deixando para trás portas e janelas que tantas vezes lhe viram ir e voltar. Sentiu no bolso a valsa das moedas, tilintando sua miséria, a combinar com a alma. Viu
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