Sem rumo, alguém caminha a perder-se por qualquer canto. É deliberado. Não quer saber aonde vai. Não há chão que lhe signifique importância. Tudo terra, tudo cova. Não disse adeus, não deu abraços. Despedidas são falhas, podem iludir a ficar. Preferiu sair de surpresa – um súbito até para si mesmo. E foi-se embora, deixando para trás portas e janelas que tantas vezes lhe viram ir e voltar. Sentiu no bolso a valsa das moedas, tilintando sua miséria, a combinar com a alma. Viu