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Do cotidiano, faço palavra.
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Bem devagar
Toda vez que eu passava na rua, lá estava: mesma cadeira, mesma posição, mesmos óculos, mesma vida. Meninos e meninas entravam e saíam da casa, alguns com bolas e bonecas, os mais velhos com paqueras. Havia um contraste imenso entre a movimentação pulsante da vida no seu início e a inércia pálida de seu final.
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Bem devagar
Toda vez que eu passava na rua, lá estava: mesma cadeira, mesma posição, mesmos óculos, mesma vida. Meninos e meninas entravam e saíam da casa, alguns com bolas e bonecas, os mais velhos com paqueras. Havia um contraste imenso entre a movimentação pulsante da vida no seu início e a inércia pálida de seu final.
Inacabada
Fico surpresa com canos, formatos, fumaças, temperaturas, coisas que colam, coisas que se largam, carros, chaves, crianças, árvores. Em minha cabeça, delibero, analiso, formo conclusões e concluo formas. E ao final de mais de trinta anos de reflexões profundas, me afogo deitada no raso, simplesmente porque não aprendi a me levantar.
Cadê?
O início: Uma pergunta. Cadê? A resposta: desenhos e textos. Os dele, os meus. Logo, seu nome, história, pensamentos. De mim, o anonimato. Suficiente o diálogo. O que eu era não precisava de título. Ainda assim, chamou-me Carmem. Carmem como personagem. Carmem como carmesim, A combinar com as botas vermelhas, Cujo som dos tocos-tocos sempre era pauta das conversas. “Você pisa forte.” E assim passaram os dias daquela época breve. Olhos. Boca. Silêncio. A tragada seguida de um
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