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Entre o Grito e o Café

  • 28 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Está tudo bem. A vida não é extraordinária, mas também não é digna de queixa. Há comida, teto, ar e amor. Parece suficiente.  E se é assim, por que é que eu ando tão doente?

Busco ao meu redor qualquer motivo que justifique esse desespero. É como uma cena de um outro filme, forçada no enredo errado. Tem alguma coisa impulsionando o grito. Tem algo me agonizando.  E eu não posso ver.

Serão manifestações claras da minha tão aguardada loucura? A incoerência com a realidade. A insensibilidade ao toque da calmaria, o constante desassossego. A mente desenfreada. A descrença de todas as relações. A taquicardia. A respiração curta. A pele fria. Os olhos secos. O riso descontrolado.

Ou será mesmo só mais uma birra da ingratidão humana, facilmente aplacada por uma xícara de café e um sermão de mãe? No fundo, tanto faz. Estou só agora e nenhuma teoria ou discurso vai servir de curativo para minhas questões. O jeito é pegar um livro de algum escritor ferido e perdido como eu e talvez ali, encontrar inspiração, não pra solucionar minha mente, mas para escrevê-la.

 

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