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Do cotidiano, faço palavra.
Leitura em destaque


Atestado de humanidade
Um marceneiro, um ajudante e uma discussão sobre o que, afinal, é inteligência.
8 min de leitura
Viagem
Há uma viagem a minha espera. Esquinas de músicas antigas, canteiros de flores vira-latas, muros que abrigam cheiro de café torrado. Há...
Não vá me fazer vergonha
Quando eu era pequena, minha mãe me ensinou que quando visitássemos alguém eu não deveria me queixar de fome, nem aceitar comida ou qualquer outra coisa que o anfitrião oferecesse. “Não vá me fazer vergonha!” – Dizia ela. “Fulano oferece por educação. A gente vai visitar, mas não vai dar trabalho.” É claro que havia exceções. Quando éramos convidadas para um almoço ou um jantar, por exemplo, o objetivo do evento era a refeição, logo, comer era permitido. Ainda assim, jamais d


Ausência
O que é ausência? Drummond deu uma resposta magnífica. Carlos Drummond fez o poema Ausência para Ana Cristina César, com quem se correspondia. Poetisa brasileira, considerada vinculada à poesia marginal dos anos 70, Ana Cristina tinha uma escrita muito poderosa, mas sofria muito diante do mundo. Em 1982, publicou sua obra mais conhecida: A teus pés. No ano seguinte, aos 31 anos, ela se suicidou. Drummond faz, então, um poema muito lúcido falando de um sentimento que vem da pe
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