Sentei-me à mesinha da sorveteria numa terça-feira quente. Abri um livro na inocente intenção de passar uma tarde de tranquilidade e doçura, como tantas desde a adolescência. Mal sabia eu que, daquela vez, não sairia da mesma página. Poucos minutos se passaram do começo da leitura e já estava eu olhando aos arredores. À minha direita, havia uma estrutura coberta, com alguns bancos: parecia ser uma espécie de ponto de táxi, carona, ou o que quer que fosse aquilo. Ali, as pesso