Eram umas 18:30 quando um cheiro me fez levantar os olhos do livro que lia e fitar o céu. Assim fiquei por um tempo, como quem vê alguém familiar na rua e se esforça pra lembrar de onde o conheceu. Havia qualquer coisa de familiar naquele cheiro. O céu me convidando a voltar a uma lembrança que não entendi claramente. Que agonia: O momento passado na ponta da língua, ou melhor, da memória, e ainda assim, desconhecido. Quanto mais sofria forçando a lembrança, mais o cheiro me