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Do cotidiano, faço palavra.
Leitura em destaque


Atestado de humanidade
Um marceneiro, um ajudante e uma discussão sobre o que, afinal, é inteligência.
8 min de leitura
Percepções entre fumaça e pães de queijo
Acabava meu lanche quando um grupo de adolescentes passou por mim. Uma garota de cabelo cogumelo e meias 3/4 me olhou por alguns segundos...
Sexta-Feira
Havia um cheiro especial no ar. O clima quente e semiúmido típico do verão do Centro-Oeste trazia um vento morno, com promessas de chuva percebidas a cada vez que eu inspirava. O céu branco era um enigma. Ora ele inesperadamente se desnublava e oferecia o mais exagerado sol, ora escurecia e desabava em água. No momento, ainda era cedo para palpitar sobre o que viria. Seja o que fosse, porém, esse cheiro de talvez era especial. Senti-lo logo pela manhã já me fez gostar do dia
Cadê eu?
Preciso voltar. Tentar achar. Meu bem mais precioso não está aqui. Perdeu-se! Tudo está confuso, morno, embaçado, escorregadio... Não sei o que fazer. Não sei o que chorar ou o que sorrir. Indecisão. Desmancha-se a consciência, obtusa e imbecil diante da infeliz ausência. Perdeu-se! Clama repetitivo o pensamento, como um louco a olhar fixo a parede branca. Onde está? Aonde foi? Cadê? Em cima de que deixei? Será que deixei? Ou me roubaram? Sumiu? Acabou? Escorreu pelo ralo? Co
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